sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Conheça Cabo Toco - A Verdadeira Mulher Guerreira do Pampa


Enquanto reverenciamos Anita Garibaldi, que é claro, teve seus méritos, penso...porque reverenciamos uma catarinense e nos esquecemos da gaúcha Olmira? Essa sim, gaúcha de Caçapava, foi enfermeira e combatente na Revolução de 23 – “Debaixo do talabarte, há um coração de mulher”
  
Relembramos Cabo Toco, primeira mulher gaúcha a ostentar a farda da Brigada Militar. Olmira Leal de Oliveira foi recrutada aos 21 anos de idade, para servir como enfermeira durante o movimento armado de 1923, quando Borges de Medeiros lutava pela legitimidade de sua reeleição ao governo do Estado. Olmira lutou ainda, nos movimentos revolucionários seguintes (1924 e 1926). 

Olmira Leal oliveira – filha de Caçapava do Sul, nasceu em 18 de junho de 1902.
Ficou conhecida como Cabo Toco graças à sua participação nas tropas da Brigada Militar durante a Revolução Federalista, enfrentando ninguém menos que o General Zeca Neto.

Na década de 1920, integrou as fileiras da Brigada Militar, como combatente e enfermeira do 1.º Regimento de Cavalaria, hoje 1.º Regimento de Polícia Montada, sediado em Santa Maria. Participou dos movimentos revolucionários de 1923, 1924 e 1926. Incorporou em 1923 e só deixou a Brigada em 1932.

Sua figura ficou conhecida em 1987, quando a intérprete Fátima Gimenez venceu a V Vigília do Canto Gaúcho contando sua história na música "Cabo Toco".

Ela também é patrona da primeira turma de PMs femininas do Estado. Ijuí também homenageou-a dando o seu nome a uma rua da cidade, bem como ao CTG do 9.º Batalhão da Polícia Militar da mesma cidade .
Cabo Toco, apesar de atos heróicos dentro do 13.º Regimento de Cavalaria da Brigada Militar, durante as revoluções de 1923 e 1924, depois de passar por várias batalhas com destaque de bravura, em 1932 deixou a corporação.

Mesmo tendo sido considerada heroína, Olmira Leal de Oliveira só conseguiu receber um soldo do Governo do Estado depois que Nilo Brum e Heleno Gimenez venceram a V Vigília do Canto Gaúcho com uma composição em sua homenagem.

Morreu em 1989, morando em um barraco na zona periférica da cidade de Cachoeira do Sul.

Recebia, quando faleceu, a pensão vitalícia especial, correspondente ao cargo de 2.º sargento da Brigada Militar concedida havia dez anos por parte do Governo do Estado.

 Veio a falecer em 21 de outubro de 1989, aos 87 anos em Cachoeira do Sul.

Aos admiradores de Anita, não pensem jamais que é desrespeito,jamais! Mas por que não homenageamos a gaúcha combatente? Cabo Toco, tu ainda reside na memória de muitos!

Conheça a música que retrata a vida dessa mulher que foi soldado sem deixar de ser mulher!

A história de Cabo Toco - cantada por Fátima Gimenez no Galpão Crioulo


Maira Simões Rodrigues
3ª Prenda do Rio Grande do Sul


Fonte: http://www.museucachoeira.com.br/index.php?area=municipio&id=13
http://depingoalcadonofreio.blogspot.com/2011/03/e-delas-para-elas-e-com-elas.html
http://www.recantodasletras.com.br/artigos/3164514

Por que Pelotas apaixona?




Assista ao vídeo encontrado no youtube - Homenagem à Pelotas

Chegando a última classificatória do ENART, lembramos que esta acontecerá na cidade mais doce do Rio Grande do Sul - Pelotas!

Um pouco de cultura, (porque aqui ninguém é de ferro!) A história do município começa em junho de 1758, através da doação que Gomes Freire de Andrade, Conde de Bobadela, fez ao Coronel Thomáz Luiz Osório, das terras que ficavam às margens da Lagoa dos Patos. Em 1763, fugindo da invasão espanhola, muitos habitantes da Vila de Rio Grande buscaram refúgio nas terras pertencentes a Thomáz Luiz Osório. Mais tarde, vieram também os retirantes da Colônia do Sacramento, entregue pelos portugueses aos espanhóis em 1777.

Em 1780, instala-se em Pelotas o charqueador português José Pinto Martins. A prosperidade do estabelecimento estimulou a criação de outras charqueadas e o crescimento da região, dando origem à povoação que demarcaria o início do município de Pelotas.

A Freguesia de São Francisco de Paula, fundada em 7 de Julho de 1812 por iniciativa do padre Pedro Pereira de Mesquita, foi elevada à categoria de Vila em 7 de abril de 1832. Três anos depois, em 1835, a Vila é elevada à condição de cidade, com o nome de Pelotas.

A vocação econômica de Pelotas é o agronegócio e o comércio. Neste último segmento, há grande representatividade de árabes oriundos principalmente do Líbano e mais alguns estrangeiros.


A região de Pelotas é a maior produtora de pêssego para a indústria de conservas do país, além de produzir outros produtos como aspargo, pepino, figo e morango. O município também é grande produtor de arroz e rebanho bovino de corte. Pelotas também possui a maior produção de leite do estado.

Em Pelotas há a presença de indústrias ligadas ao setor de agronegócios, têxtil, curtimento de couro e panificação. Reflorestamento para produção de papel e celulose tem sido uma atividade econômica emergente em toda a região.

O município é grande centro comercial na região, atraindo compradores de toda a região para as suas galerias e lojas localizadas no calçadão e bairros.





É a terceira cidade mais populosa do Estado, terra do Doce e nossa anfitriã nesse final de semana! Boa sorte a todos que a cidade traga sorte! 

Durante o fim de semana, traremos aos amigo que acompanham nosso Blog, detalhes sobre pontos turísticos desse município, como o Museu da Baronesa, Praia do Laranjal...

Descubram todos porque Pelotas apaixona!




Fonte: http://www.vivaocharque.com.br
         http://pelotas.redecidades.net/cidade.php

Tropa de Osso, quem não teve quando piá?


Com a proximidade do Dia das Crianças, a inspiração para falar de brinquedos da nossa terra é quase inevitável – por isso resistir pra quê? :D

Gadinho de Osso por Glaucus Saraiva

Esta é a mais autêntica manifestação do folclore infantil gauchesco e acha-se circunscrita à área rural do rio Grande do Sul.


O menino gaúcho, criado nas estâncias, desde que adquire percepção do seu mundo exterior, procura imitar os adultos nas suas tarefas, principalmente às ligadas à pecuária.

Põe a trabalhar a imaginação, criatividade e fantasia. Assume a personalidade de um estancieiro, sempre “abastado”.

Junta ossos de animais carneados para a alimentação das casas, ou mortos a campo, - ovelhas, bois, cavalos – depois que o tempo os limpou e purificou através de sol e chuvas. Acrescenta sabugos de milho, sementes de alguns vegetais, guampas e todo o material achado nos montouros que possa servir-lhe à imaginação.

Cada ossinho, semente ou objeto, representa um tipo de animal, por isso o guri recolhe a maior quantidade possível. Assim, torna-se proprietário de um grande número de bois, touros, vacas, carneiros, petiços, ovelhas, capões, cordeiros...Os peões estão representados por ossos, sabugos de milho ou qualquer outro objeto. Têm carretas, carroças, charretes ou “aranhas”. Toda a ergologia campeira será executada com ossinhos e acessórios.

O menino gaúcho, com outros “estancieiros”, guris seus vizinhos, comercia, vende ou compra tropas. Pára rodeio, banha o gado, vacina, descorna.

Executa grandes marcações e castrações. Doma seus cavalos, esquila (tosquia)suas ovelhas, carreteia e tropeia. Nada escapa à sua fantasia e, desta maneira, se prepara para assumir o seu lugar de adulto na futura vida campesina.

Texto: Mostra de folclore infanto-juvenil: catálogo em prosa e verso. Autor, Glaucus Saraiva

E para provar que existe até hoje e que meninas também entendem demais desse brinquedo, posto aqui uma foto da Prendinha Thaís Barcelos, do Glaucus Saraiva, que há anos pesquisa sobre esse tema e dá um "banho" de folclore!

Eu e a Thaís ao lado de sua tropa de gadinho de osso

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Noel Guarany - Morria o Potro sem Dono







Ainda em tempo, registramos mesmo que com um dia de atraso, que em 5 de outubro de 1998 falecia o músico Noel Guarany - descendente de italianos e índios guaranis,  nasceu em 26 de dezembro de 1941, na Bossoroca, então um distrito de São Luiz Gonzaga, Rio Grande do Sul. 

Fantástico músico, interpretou sucessos que são verdadeiros hinos do Rio Grande!

Na adolescência, aprendeu, de maneira autodidata, o idioma guarani, bem como a compor, tocar e cantar.

Na década de 1960 percorreu diversos países latino-americanos, onde colheu diversos ensinamentos que utilizou como subsídio para criação de suas músicas durante toda a sua futura carreira.
No final da década, apresentou alguns programas radiofônicos nas rádios de Cerro Largo e São Luiz Gonzaga, bem como nas rádios Gaúcha e Guaíba de Porto Alegre, RS.
Em 1970, lançou, em conjunto com Cenair Maicá, com o qual vinha se apresentando pelo Rio Grande do Sul e em festivais na Argentina, um compacto simples, com as músicas Filosofia de Gaudério e Romance do Pala Velho.
No ano seguinte, grava o seu primeiro LP, Legendas Missioneiras, pela gravadora RGE, que traz, entre outras, parcerias com Jayme Caetano Braun, Glênio Fagundes e Aureliano de Figueiredo Pinto. Neste disco, além das músicas constantes do compacto anterior, estão presentes outras pérolas de seu repertório, como Fandango na FronteiraGaudério e Eu e o Rio.
Em 1973 sai Destino Missioneiro, pela gravadora Phonogram/Sinter, no qual repete algumas das parcerias do disco anterior, bem como traz composições próprias e de Barbosa Lessa e uma parceria com Aparício Silva Rillo. Neste disco, estão presentes grandes músicas comoDestino Missioneiro e Destino de Peão. Nesta época, ainda em tempos da ditadura militar, passa a ser perseguido em alguns shows devido a suas convicções democráticas e libertárias, conforme registra ao vivo nesse álbum.
Seu terceiro LP é Sem Fronteiras, lançado em 1975 pela EMI/Odeon, que está repleto de músicas que acabaram se tornando clássicos do cancioneiro gaúcho, como Romance do Pala VelhoPotro Sem Dono (de Paulo Portela Fagundes), Filosofia de GaudérioBalseiros do Rio Uruguai (de Barbosa Lessa), Décima do Potro Baio e Chamarrita sem Fronteira (as duas últimas, temas missioneiros recolhidos e adaptados por Noel Guarany), entre outras.
No ano de 1976, Noel Guarany grava em parceria com Jayme Caetano Braun, de maneira independente, o LP Payador, Pampa, Guitarra. Gravado parte na Argentina e parte em São Paulo, o disco conta com a participação de grandes músicos argentinos.
Em 1977 a RGE relança o disco Legendas Missioneiras, de 1971, com o título de Canto da Fronteira.
Em 1978 sai o LP Noel Guarany Canta Aureliano de Figueiredo Pinto, pela RGE, que resgata a obra e a memória de um dos grandes poetas do regionalismo gaúcho.
No ano seguinte, sai o disco De Pulperias, ainda pela gravadora RGE. Constam deste disco as músicas En el rancho y la cambichaRio de Los Pajaros e Milonga del peón de campo, de Mario Millan Medina, Anibal Sampayo e Atahualpa Yupanqui, respectivamente.
Em 1980 sai Alma, Garra e Melodia, em que se destacam as músicas Maneco Queixo de Ferro e Índia cruda. Neste mesmo ano ocorre o show no Cinema Glória, na cidade de Santa Maria, que mais tarde, em 2003, viria a se tornar o disco Destino Missioneiro - Show Inédito.
No ano de 1982, é lançado o LP Para o Que Olha Sem Ver, pela RGE, título que remete à música Para el que mira sin ver de autoria do cantor e poeta argentino Atahualpa Yupanqui (presente também na composição Los ejes de mi carreta). Além das citadas, estão presentes as músicas Boi PretoNa Baixada do Manduca e Adeus Morena, músicas de inspiração folclórica. De se destacar, também, quatro composições de João Sampaio.
Neste ponto, Noel Guarany, já com os primeiros sintomas da doença, começou a afastar-se dos palcos, e acabou redigindo uma carta aberta à imprensa, na qual reclama do tratamento recebido pela gravadora.
Em 1985 retira-se definitivamente dos palcos, em cumprimento ao prometido na carta de 1983.
No ano de 1988, em conjunto com Jorge Guedes e João Máximo, lança o disco A Volta do Missioneiro.
Nos próximos 10 anos, o grande gaúcho, cada vez mais debilitado por uma doença degenerativa no cérebro, permaneceu recolhido em seu sítio na localidade de Vila Santos, no município de Santa Maria.
Morreu no dia 6 de outubro de 1998, na Casa de Saúde de Santa Maria, tendo sido enterrado em Bossoroca, sua terra natal.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Noel_Guarany

Fauna Gaúcha - Graxaim


Preserve esse bichinho!
Foi em um LP, também chamado disco de vinil que surgiu a célebre frase do cancioneiro:

"A Estância de São Pedro tá assim de graxaim"

Mas vá lá, afinal o que é um graxaim? Explorando a fauna gaúcha (parte de nossa Geografia) vamos desvendar esse mistério :)

Também chamado de cachorro-do mato ou cachorro-do-campo.O graxaim (Pseudalopex gymnocercus) é um mamífero carnívoro da família dos canídeos, encontrado nos campos do Sul do Brasil, Paraguai, Norte da Argentina e Uruguai. Com pelagem cinza ou amarelada, orelhas grandes e focinho afilado, também é conhecido como guaraxaim. Em espanhol é chamado de zorro (som de s).Animal tido como ladrão (pega ovelhas,galinhas,peixes dos pescadores) chega de mansinho, preferencialmente à noite.Inspirou músicas como a de Eraci Rocha, em seu LP laçado em 1988, entitulado Raça, que continha a música "Tá assim de graxaim"


A Árvore da Hospitalidade



"Quem se introduz nos bosques de umbuzeiros, recorda subitamente incidentes de sua infância".

A LENDA (segundo Barbosa Lessa) ...

Na infância dos tempos, as árvores eram todas iguais. Mas, um dia Deus estava muito contente, porque os diabos e os homens maus haviam sido derrotados e resolveu então comemorar, satisfazendo a vontade das árvores.

Perguntou para coronilha como ela gostaria de se tornar e ela respondeu que queria ser tão dura a ponto de resistir à golpes de machado.Perguntou ao molho, ele disse que queria saber assobiar. Perguntou para figueira do campo, ela falou que queria ser muito forte, muito alta, muito bonita.
E assim..Deus ia satisfazendo o pedido de todas as árvores.
Quando chegou a vez do umbú, este disse que queria ter o corpo muito fraco, uma madeira à-toa, mas queria ser grande, para poder fazer sombra e abrigar os homens.
Deus satisfez a vontade dele, mas curioso, perguntou porque desejava se tornar uma madeira tão fraca e mole, enquanto que todas as outras árvores queriam ser fortes e duras. Então o umbú explicou-lhe que não queria que sua madeira pudesse servir, algum dia, para cruz e sacrifício de um santo. E desde daí, o umbú é assim...

Phytolaca dioica é conhecida como umbú (ombú na Argentina) nativa do Rio Grande do Sul e nos pampas da Argentina. Alguns botânicos a classificam como uma erva gigante já que não possui lenha, mas um tronco mole e fibroso, porém resistente. As folhas cozidas, em aplicações externas, servem para combater sarna e feridas que não cicatrizam, no entanto não devem ser ingeridas já que causam diarréias violentas. É uma árvore quase não habitada por pássaros. Durante a noite, de suas folhas se desprendem emabações nocivas à saúde.
"Umbu" é indicado para a realização de metas, propósitos pessoais, que demandam perseverança e trabalho. Esta essência ajuda a proporcionar força e disposição para a realização dos pequenos e necessários passos, visando maiores metas.

O umbu personifica o vulgo ignaro, que no seu modo de pensar tem muito do homem primitivo, as forças da natureza e todos os objetos que as manifestam.

A esta árvore também foi associada efeitos maléficos e chegou-se a acreditar, certa época, que por influência do umbu acontecia a ruína dos lares e das famílias. Muitos acreditavam que era chegado o momento da ruína da casa quando lhe tocavam as raízes do umbu nos alicerces. Não é tão fácil desrraigar um umbuzeiro. Por mais que arranquem as raízes e restos, não se consegue a sua exterminação e a casa acaba sendo abandonada. Assim, era muito natural que junto de uma tapera se encontrasse um umbuzeiro, o que gerou um velho provérbio: "Casa com umbu, acaba em tapera".

O Umbu é uma árvore típica que enfeita a paisagem sul-riograndense, oferecendo sombra amiga e hospitaleira, nos campos e nas coxilhas, onde o gaúcho dorme a sesta e a gurizada brinca, buliçosa, com os cuscos das fazendas. Junto do umbú encontram guarida o carreteiro, o gaúcho andejo, o tropeiro e os mascates de longas caminhadas. Bálsamo e conforto contra as invernais, refúgio contra o sol causticante dos verões, o umbu é a árvore-símbolo da hospitalidade do povo gaúcho. Seja manchado de verde à luz do dia, seja quando a noite vem chegando sobre o pampa e ele se recorta em silhueta graciosa contra o horizonte, parece nos chamar ao repouso, em um mudo aceno:

"CHEGUE-SE, AMIGO!"

Por essas e outra o Umbu é a árvore símbolo da Hospitalidade!

Primeiro Gaúcho Imortal da ABL



Alcides Castilhos Maya – Nascido em São Gabriel (filho da 18ª RT) em 15 de outubro de 1877, foi jornalista, ensaísta, contista e romancista. Primeiro escritor gaúcho a ingressar na Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira número 4, sucedendo Aluízio de Azevedo (autor de obras como O Mulato, O Cortiço e Casa de Pensão) em 06 de setembro de 1913.

Aos 18 anos, ingressou na Faculdade de Direito de São Paulo. Porém, as letras e o jornalismo eram a sua verdadeira vocação, por isso, abandonou o curso de Direito e retornou a Porto Alegre em 1896, entregando-se à prática do jornalismo militante, atividade que exerceria ao longo de toda a vida.

Em 1903, Alcides Maia fez sua primeira viagem ao Rio de Janeiro, onde seu nome já era bem conhecido. A partir de então, passou a viver e a desenvolver atividades, alternadamente, ora no Rio de Janeiro, ora em Porto Alegre. No Rio de Janeiro, residia numa "república", situada na rua das Laranjeiras, onde recebeu um dia a visita de Machado de Assis e, desde então, foi levado a entrar na intimidade do mundo machadiano.
Em Ruínas vivas, Tapera e Alma Bárbara, Alcides Maia descreve a região da campanha, com seus usos e costumes, e registra a violência no campo, o êxodo rural e a formação dos bolsões de miséria decorrentes de modificações nos modos de produção das estâncias gaúchas.
Representou o Rio Grande do Sul na Câmara dos Deputados, no período legislativo de 1918 a 1921. Integrante do Partido Republicano, sua atividade parlamentar era voltada à preocupação com os problemas da educação e cultura.
De 1925 a 1938, residiu em Porto Alegre, com breve incursão ao Rio de Janeiro, decorrente de sua participação na Revolução de 1930. Em Porto Alegre dirigiu o Museu Júlio de Castilhos, até se aposentar, e colaborou no Correio do Povo. Retornou ao Rio de Janeiro em 1938, onde viveu os últimos anos de sua vida, escrevendo para o Correio do Povo e freqüentando a Academia Brasileira de Letras quando podia. Cinco anos após sua morte, seus restos mortais foram trasladados para o Panteon Rio Grandense, em Porto Alegre.

Veio a falecer no Rio de Janeiro em 1944, mas foi fundamental para a ascensão das Letras Gaúchas no panorama do país, sendo o primeiro "Imortal" gaúcho na Academia Brasileira de Letras.
Fonte: Pequena Enciclopédia Gaúcha - Corag